Síndrome do ninho vazio

Natal é época de festa, fartura e reunião de família, certo? Errado, nem sempre. Infelizmente o estilo de comemoração vendido pela mídia e pela tradição de nossa cultura nem sempre é realizável. Em épocas de crise, os presentes de final de ano se reduzem. Roupas novas já não são essenciais. O bom mesmo é reunir a família. E quando os filhos crescem e saem de casa? Bate aquela tristeza, depressão, também chamada de “síndrome do ninho vazio”? E quando mudam de cidade e não podem nos visitar no Natal? A tristeza aumenta. O que fazer para superar?

Síndrome do ninho vazio

Educar filhos dá muito trabalho. E quando eles são pequenos parece que o tempo passa devagar demais. Contudo, dá um prazer que só quem é mãe experimenta. Depois eles ficam adolescentes e viram adultos num piscar de olhos. Você olha para o lado e eles se foram. Estudar fora, experimentar outra cidade, dividir apartamento com amigos. Os filhos saem de casa e bate uma depressão. Parece que todo o investimento na família se foi. Apesar da dor do afastamento, existe também um sentimento de missão cumprida. Sabemos que vencemos uma etapa. Mas a solidão dói não tem jeito. Os pais se sentem depressivos, as mães pensam em engravidar novamente. Então, chega o Natal e eles não voltam, o que fazer?

Hora de voar

águia voando

É hora de encontrar outro significado para o Natal. Essa data religiosa propõe o nascimento daquele que vem “nos libertar de todo sofrimento”. Por que não pensar que essa é uma data de libertação e não apenas de união familiar? Não olhe para o ninho que esvaziou. Olhe para o horizonte que se abriu à frente. A missão de criar filhos é maravilhosa. A missão de seguir nossos próprios caminhos e apostar em novos sonhos também é divina. O que uns chamam de fim do mundo, outros podem chamar de começo do paraíso. Não podemos esquecer que criar filhos envolve renúncias. Agora é sua chance de fazer novas escolhas.

Casadas ou separadas

Não importa seu estado civil. Se está casada, chegou a hora de ressignificar o amor. Viajar a dois, desenvolver uma nova relação com este marido. Curtir cinema a dois, jantares e baladas. E se está sozinha, aproveite! Relembre seus sonhos de infância, pense tudo que teria feito se não tivesse filhos. Hora de executar. Nunca é tarde para começar um sonho. Para investir em sua liberdade. Viajar, conhecer novas pessoas, entrar para universidade. Começar um novo curso ou projeto. Mudar de cidade e porque não de país? Você pode olhar para o que falta  – a presença dos filhos – ou para o que tem: um horizonte aberto. A escolha sempre será sua!

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